Artes plasticas naif sinval medeiros

Retratando são paulo

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Dilma Rousseff presidente do brasil prestigiando a exposição do artista plastico de são paulo sinval medeiros no sindicato dos comerciarios da cidade de são paulo


Governo do estado de sao paulo Arte naif sinval medeiros no eja educaçao de jovem e adulto (click aqui)



Sinval Medeiros nasceu em 5 de dezembro de 1962 na cidade de Currais Novos, Rio
grande do Norte.
Estudou até o 2o ano do Ensino Fundamental e não teve contato com escola de artes.
Migrou para São Paulo, em 1990, para trabalhar e melhorar de vida.
Durante algum tempo, teve problemas com alcoolismo e tornou-se morador de rua, e, para
sobreviver, fazia pequenos trabalhos, ocasião em que também foi camelô.
Em outubro de 2006, enquanto dormia na rua, na Avenida São João com a Rua Líbero
Badaró, foi acordado por uma voz, que dizia: “Você não pode dormir aqui. Saia já daí!”.
Porém, quando acordou, não viu ninguém e, assustado, correu pelo meio do Vale do Anhangabaú. Ao virar-se, viu uma bela passaigem composta pelo Edifício Altino Arantes e o local onde dormia. Parou e falou consigo mesmo: “Vou pintar isso aqui”.
A partir daí, parou de beber e não deixou mais de pintar.
o seu estilo primitivo, naïf, não tem como se comparar a nenhum dos pintores do gênero, pois ele não tem ninguém como referência artistica e não sabe o nome de nenhum pintor.

Dilma rousseff presidente,do Brasil no sindicato dos comerciarios prestigiando a exposiçâo naif retratando são paulo do artista plastico potiguar rn sinval medeiros


Artista plastico sinval medeiros no site cnagitos.com de currais novos rio grande do norte rn



Sinval Medeiros: Um artista curraisnovense com muito orgulho 

O curraisnovense Sinval Medeiros, 45 anos, é protagonista de uma história cheia de mistério. Ele estudou até o 2º ano do ensino fundamental e jamais teve qualquer tipo de contato com escola de artes plásticas. Em 1990 foi parar em São Paulo e em 1998 virou morador de rua e sofreu na pele todos os descasos de quem vive nesta situação.

Mas o destino lhe preparava algo. No outubro de 2006, ele dormia em uma pequena área verde localizada no início da Avenida São João com a rua Líbero Badaró, bem em frente ao edifício Martinelli, quando foi acordado por uma misteriosa voz.  A partir daí sua vida nunca mais seria a mesma. Sinval abriu uma vaguinha na sua agenda e concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal CN Agitos. Confira a entrevista!!!





Portal CN Agitos - Como você foi parar em São Paulo, e como se tornou morador de rua?
Sinval Medeiros -
 Olha todo nordestino tem um sonho de vir para São Paulo para melhorar de vida, comigo foi tudo ao contrario. Eu tinha saído de Currais Novos para trabalhar em Cuiabá, acabado o serviço fui pra rodoviária para retorna. Em vez de voltar para Currais Novos, comprei a passagem para São Paulo. Os primeiros anos foram bons, porque eu não tinha conhecido o centro de São Paulo, que é cheio de mistério. Em julho de 93 conheci o centro e fui marcado para uma missão que eu na realidade não entendi até agora o que seria, e para você desvendar um segredo ele tem seu preço, e este preço paguei virando morador de rua. Durante 13 anos e três meses em São Paulo vivi uma vida desumana, mas venci.


Portal CN Agitos - Como foi essa fase na rua?
Sinval Medeiros - 
Muito sofrimento com chuva, frio e garoa, sem ter um teto é muito difícil para um ser humano, mas eu levava a vida com sabedoria e só estou aqui contando esta historia para vocês porque não me envolvi com drogas e nem malandragem. Eu apenas sou um novo vencedor.


Portal CN Agitos - Qual a sua relação com a sua família?
Sinval Medeiros 
- A relação com minha família e boa, ainda mais agora que eles estão sabendo o que está acontecendo. Na realidade o que aconteceu comigo, sair das rua para virar um artista renomado em São Paulo, isto é coisa divina. Minha mãe ainda mora ai em Currais Novos e só pra lembrar, eu sou irmão de um ex-jogador de futebol que jogou no Potyguar, ABC e América chamado Dedé de Dora, e por sinal Dora é minha mãe.


Portal CN Agitos - Como surgiu a arte na sua vida, você acredita em milagre?
Sinval Medeiros - A arte surgiu de um sonho sobrenatural. Eu estava dormindo na rua em um papelão e uma voz misteriosa falou pra mim: “levanta daí e vamos trabalhar e   pintar a praça, só que eu não entendi o que ela falou, que não era para pintar a praça de verdade, e sim retratar em um quadro. Mas como se eu nunca tinha pintado nada e como foi um sonho sobrenatural, não tive problema em torna realidade. Sobre o milagre, não creio. Eu creio no sobrenatural porque não tem explicação.


Portal CN Agitos - Como você define seu estilo? 
Sinval Medeiros -
 Eu defino meu estilo como arte naif autoral e primitiva sobrenatural, porque da noite para o dia mudou minha historia e transformou minha vida no meio das arte no mundo


Portal CN Agitos - Quais foram as primeiras telas pintadas  e a experiência das primeiras exposições?
Sinval Medeiros -
 Minhas primeiras telas na realidade foram retratando São Paulo e com certeza não posso parar de cumprir minha missão como artista. Quanto as exposições eu me sinto um curraisnovense orgulhoso, porque com o meu trabalho e minha história eu já cheguei a fazer várias exposições: duas no aniversario da cidade de São Paulo, quatro no metrô em estações diferentes, uma nos 60 anos do Sindicato dos Comerciários e a minha última exposição, com certeza foi a mais importante e concorrida de São Paulo, que foi no Memorial da América latina. Nos próximos dias eu estarei em exposição na inauguração da nova sede dos Comerciários de São Paulo.


Portal CN Agitos - Quais são os projetos futuros?
Sinval Medeiros - 
Não penso nisto. Como é sobrenatural, minha vida esta nas mãos do meu mestre. Só me sinto maravilhado por meu nome está no meio das artes, pra mim já é muita gloria. Você já pensou, um humilde artista potiguar, em poucos dias, sair no livro educativo do Governo do Estado de São Paulo, que vai circular por cinco anos, como lição de vida para os alunos, isto pra mim é uma vitoria que não tem preço e sem dúvida minha maior gloria.


Portal CN Agitos - Deixa uma mensagem para os seus conterrâneos e familiares?
Sinval Medeiros -
 É com muito prazer que eu artista plástico Sinval Medeiros mando um forte abraço a todos curraisnovenses, que de uma forma direta ou indiretamente estão dando apoio a meu trabalho e as minhas obras de arte. Me sinto orgulhoso de ser desta linda cidade e também um forte abraço a toda minha família, e quero avisar que a qualquer momento apareço por ai.


Mais informações sobre o artista, você encontra no seu blog - www.sinvalartsobrenatural.blogspot.com.br

Artista plastico brasileiro sinval medeiros no instituto internacional de arte e pintura naif

        Instituto internacional de arte naif artista sinval medeiros


terça-feira, 5 de junho de 2012

Ex-morador de rua e viciado em bebidas é salvo por misteriosa voz enquanto dormia na avenida São João. Como a arte é fonte de conhecimento e de transcedência espiritual, durante 45 anos ele se manteve distante dessa simbiose.
Nascido na cidade de Currais Novos / RN, em 5 de dezembro de 1962, Sinval G. Medeiros, 45, jamais teve qualquer tipo de contato com escola de artes plásticas. Estudou até o 2º ano do ensino fundamental e depois de percorrer vários estados, incidentalmente migrou para São Paulo em 1990 e, tinha em mente trabalhar e viver com dignidade.
Em meados de 1998 o destino preparou-lhe algumas surpresas entre as quais transformá-lo em morador de rua e alcoolatra. Para sobreviver fazia pequenos trabalhos como por exemplo pagar contas para taxistas e camelôs, e como recompença recebia entre R$ 2 e 3 para manter o vício. Nas ruas ele foi agredido fisicamente e moralmente.
Ele ainda se lembra de um aniversário da Cidade de São Paulo quando dormia e foi acordado por um motoqueiro "Acorda, hoje não é dia de dormir até tarde é aniversário da cidade", disse o motoqueiro que em seguida lhe agrediu com chutes. Sinval bebia para tentar esquecer o quanto seria difícil enfrentar mais uma noite na rua, exposto não só às intempéries da natureza mas também a violência humana. Ele fez bom relacionamento com alguns comerciantes da região central da cidade, local onde sempre esteve.
Mas os piores dias para Sinval eram os finais de semana quando todos se ausentam daquela região. Restava-lhe então, os companheiros de rua.
Sua situação permaneceu assim até quase o final de 2006, quando o destino mais uma vez tramaria algo para Sinval. No mês de outubro de 2006 ele estava embriagado, assume, o relógio marcava mais de duas horas da manhã. Como fazia havia vários anos, ele foi em busca de um lugar para dormir. Encontrou uma pequena área verde localizada no início da Avenida São João com a rua Líbero Badaró, bem em frente ao edifício Martinelli. Bêbado e cansado não foi difícil agarrar no sono.
Eis que em seguida fora acordado por uma misteriosa voz que dizia "Você não pode dormir aqui. Saia já dai ". - Não amola eu quero apenas dormir aqui, disse Sinval. Foram três as advertências da misteriosa voz; na última ele acordou olhou para os lados e não viu ninguém. Assustado, desceu em disparada e ao parar no meio do Vale do Anhangabaú virou-se e viu uma bela paisagem compostas pelo edifício Altino Arantes e do local onde dormia, cujo local tem formato de urna funerária. "Era como se eu vivesse em completa escuridão e a partir daquele momento tudo clareou em minha vida", diz Sinval que deixou de beber naquele mesmo dia. Abismado com aquela visão ele não teve dúvida e falou consigo: "Vou pintar isso aqui". A partir daí não deixou mais de pintar. "Isso é coisa do outro mundo, só pode ser", questiona Sinval.

contato com a arte

É só obeservar suas telas e falar com ele para perceber que não tem o aprendizado de técnicas variadas ou manipulação de materiais diversos. Ou seja, contato com repertório da história das artes plásticas e o desenvolvimento de uma linguagem plástica. Isso afirma que, definitivamente Sinval travou contato com a pintura somente após ouvir a misteriosa voz. Não há evidencias de que tenha freqüentado, se quer, uma exposição ou folheado catálogos.
O seu estilo primitivo, naif, não tem como se comparar a nenhum dos pintores do gênero como por exemplo Heitor dos Prazeres ou Antônio da Silva, pois ele não tem ninguém como referência artística e não sabe o nome de nenhum pintor. Ficou sabendo que sua pintura é chamada naif porque alguns artistas passaram por ali e lhe disseram.Também ficou sabendo que existem outras técnicas como óleo sobre tela, onde já realizou poucos trabalhos devido os valores dos materias; quer conhecer o surrealismo - o que seria até mais aceitável no caso de sua visão-, entre outras.
Se foi herança ou não, quem quer que seja sabe-se que foi muito generoso com Sinval que realiza um trabalho muito autoral, visceral e imprime um colorido surpreendente m suas telas. É detalhista em suas obras como o prédio Martinelli, Viadutos do Chá e de Santa Ifigênia, Prefeitura, Praça da Sé, Mosteiros de São Bento e da Luz, Museu Paulista entre outros. Foi esta a forma de agradecer em pinceladas acrílicas que retratam paisagens e arquitetura de pontos importantes da capital paulistana, que vislumbram os que gostam da boa arte primitiva. Muitos fizeram a fazem este tipo de pintura arquitetônica da cidade, mas uma coisa é certa, Sinval não é apenas mais um a fazer isso.
Prognosticar é algo complicado, mas se ele continuar dedicado ao trabalho autoral, desta vez o destino reserva-lhe algo bem melhor em um futuro muito próximo. Perguntado sobre mudar de estilo ele é enfático "quero conhecer os outros estilos apenas para fins culturais. Sempre serei fiel ao estilo herdado" afirma Sinval.
A arte para ele despontou primeiramente na parte prática, mas resguardados os seus limites, existe um fio condutor muito forte em seu trabalho; a curiosidade das crianças em descobrir coisas novas, o fazer arte com expressão original. Assim é Sinval; e quando se lida com arte estamos tocando diretamente nos sentimentos. Portanto, qualquer criação fala por si só

Gente boa e gente ruim

O seu novo trabalho mexeu não só com sua cabeça mas também com a cabeça daqueles que se diziam amigos; aqueles para quem prestava favores e pequenos serviços em troca de R$ 2,00 ou 3,00. Com o ocorrido ele deixou de beber naquele mesmo dia, e isso parece não ter deixado muito feliz alguns amigos e parceiros de rua. Em um passado muito recente ele precisou comprar um pincel então pediu R$ 5,00 emprestado para um deles e ouviu "se fosse para você tomar pinga eu daria mas para comprar pincel não dou". "Assim são quase todos os dias, sempre querem me desanimar", comenta Sinval.
Buscou então, novos relacionamentos com comerciantes locais entre os quais faz questão de agradecer o senhor Sebastião - da casa de canetas Ravil-, que lhe proporcionou os primeiros pincéis, telas e tinta acrílica.
Apesar de ter vivido vários anos na rua ele não perdeu sua sensibilidade e senso ético e ainda se surpreende com certos atos; pois já provou dos dissabores de ser ludibriado com falsos pedidos e por pessoas que encomendaram, retiraram o pedido mas alguns esquecem-se de pagar e outros somem com suas telas.
Pergunta-se que tipo de pessoa dá calote em um morador de rua que precisa sobreviver visto que Sinval ainda mora em um Hotel Social?. Mas ele tira lições de vida desses fatos e fica feliz porque tem o reconhecimento de muitos dos transeuntes e de pessoas que torcem por seu sucesso amplamente nas artes, afinal, Sinval é muito popular na região do Vale do Anhangabaú.

Insegurança

São vários os pontos de inseguranças que pairam quanto ao que lhe espera pela frente. Porém, um dos pontos de maior insegurança é quanto ao seu trabalho. "Se eu ficar famoso e vendendo quadros caros, mesmo assim pintarei aqui no Vale do Anhangabaú", salienta.
Com atelié ao ar livre, ou seja, na rua à céu aberto para que todos possam vê-lo trabalhar ele precisa mostrar os quadros para conseguir chamar atenção dos passantes. Mas, é o contrário disso, seus quadros ficam amontoados enquanto pinta um novo. Bem recente ele tentou colocá-los lado a lado em local isolado onde não atrapalha ninguém, foi advertido pela fiscalização. Isso deixou o pintor muito magoado que pensou em desistir. Tanto é verdade que Sinval deu as três telas que lá estavam à pessoas que nunca viu.
Para ele, somente o talento ainda não resolve é preciso cuidados. Cuidados não só para ele mas para todos que são vítimas da ausência de políticas públicas, ausência de aplicação na educação e na cultura. Mesmo com toda insegurança ele ainda acredita: "Quando eu estava vindo para São Paulo pensei que ia achar um tesouro nessa cidade. Sempre que andava pelas suas ruas estava em busca de um tesouro. Ele veio. Não em forma de dinheiro ou ouro mas em forma de arte e conheciemento", finaliza Sinval. (francisco martins)
Contato:
Blog do Artista Sinval:
http://sinvalculturalevadaaserio.blogspot.com.br/

sábado, 20 de julho de 2013

sexta-feira, 19 de julho de 2013

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quinta-feira, 11 de julho de 2013

O vagabundo iluminado sinval medeiros em sao paulo Biografia inicio de pagina

                           O vagabundo iluminado sinval medeiros

Biografia escrita por marcos tavolieri milito pagliara

Vou contar para vocẽs a historia de um personagem que conheci nas ruas de são paulo e que e uma historia muito rica para mim,Seu nome sinval medeiros e como e um dia de um morador de rua que teve uma visão do sobrenatural de Deus,E ele se tornou um dos maiores artistas plasticos reconhecido no brasil e no exterior
 Fez me lenbrar outro personagem extraordinario que conheci nas ruas das cidade nos anos 80 quem conheceu o profeta gentileza, e tambem teve sua historia de iluminação.mas este era um filosofo e professor de grego e latim Agora ja são dois os iluminados que conheci nas ruas desta grande cidade.Ele tinha algumas coisa que eu não sabia definir o quẽ... como se não precisasse de nada ou de ninquem. ja ia passando por ele,mas aquele homem ali largado prendeu minha atenção,Era como estar ao lado de uma criança ou santidade, não sei bem.não era um simples ninquem.aparentava serenidade. parecia possuidor de algum segredo. seu sorriso era placido e calido como os finais de tarde.
Foi então que reparei que tinha nas mãos um pincel e que apoiado ao muro ao seu lado havia uma tela sobre um cavalete tosco feito de ripas de compensado e nesta tela uns rabisco indefinidos feito com uma força sobrenatural que me paralisaram com um direto de esquerda.
parei a bicicleta e derci.a maneira como aquelas linhas estavam riscada... movimentos sinuosos feito por um espadachim samurai. linhas virtuosas.sem hesitação, vindas de uma mente reta. estava ali tracejado naquela tela ao tempo, o contorno da propria praça em que estava caido inconsciente fazendo aquela aquarela parecer mais real e viva que a propria praça que o acolhia. O homem que havia começado a rabiscar aquela tela era sem duvida aquele ali caido com o pincel ainda em uma das mãos.
Fiquei ali parado sem saber o que fazer. nas aquarelas tracejadas por aquela figura desmanchando-se em sorrisos que so eu via,talvez estivesse desenhado o oasis que ha tanto tempo buscava.
deitado com a cabeça em uma pedra chata, o homem tinha um sono pesado e profundo. aproximei-me e comecei a observa-lo. seu modo fazia a tarde agitada realmente parecer calma e suave.
O sol daquela tarde continuava forte e não sei se por isso ou se por alguma bebedeira,suas faces estavam vermelhas e inchadas.nem se mexia quando,vez ou outra alguma varejeira pousava sem cerimônia em seu rosto, passeando por suas narinas grossas e pelos labios rachados.tive vontade de espanta-las,mas não tive coragem.
Então encostei minha bicicleta no muro e,discretamente,me coloquei entre ele eo sol. dar-lhe sombra talvez fosse a unica coisa que podia fazer em agradecimento a sua frase.Com certeza não teria ainda cinquenta anos.o que me impressionava alem do corpo magro,mas com formatura robusta,e suas mãos grossas e os dedos amassados que mal podiam segurar as moedas que esmolava...como então poderia segurar o pincel e riscar aqueles traços vertiginosos.mas la estava a tela explodindo em cheio na minha cara.
Permaneci ali um tempo, paralizado,como que a espera de alguma coisa.osol ja baixando,e percebi que ja podia fazer sombra em seu rosto se me sentasse. aos poucos fui me incorporando aquela paisagem. tambemk eu era agora um vagabundo, sentia-me orgulhoso por isso. como isso era possivel,Ali estava eu,ao lado de alquem que era considerado a escoria,e que talvez nunca tenha sabido o que e experimentar ser desejado,querido e amado, mesmo que por um so instante.uma senhora que vinha em nossa direçao desviou-se e,visivelmente incomodada por existimos como parte do cenario de sua perfeita vida,atravessou para o outro lado da calçada.talvez pudessemos encontra-la toda estermecida distribuindo sopa de compaixão com os menos afurtunados nas noites de natal,como se aquela preocupaçao ocupasse todas as horas de sua existencia.mas não naquele momento real.E naquele instante percebi que as pessoas veem aquilo que querem ver.Que julgam os outros pelos seus medos e não pelo seu amor.E foi então que tive coragem de me ajoelhar a frente daquele farrapo e espantar com pequenos abanos de mãos as moscas que teimavam em importuna-lo o sol se escondeu por entre os predios e começou a esfriar.um sabia-laranjeira ficou tiritando aqui e ali com suas perninhas de graveto,nos fazendo companhia, sem se importar com as opiniôes alheias. aquele passaro nunca seria um marginal. Pertencia a outra categoria.estava a salvo dos julgamentos humanos e das senhoras impavidas. perambulava a cata das migalhas do pão que o andarilho havia deixado cair em sua ultima refeição.E por estar assim tão nesessitado das sobras de um mendigo,aquele sabia, de acordo com a minha classificação sobre a existencia, tornou-se o mais vagabundo entre nos,
e por isso mesmo,estrela da maior grandeza dentre todas que o universo ja produziu. fiquei imaginando que tipo de vida viveu esse homem.....Alquem que com certeza poderia rir de minha experiências, ou melhor, da falta delas.seria mudo ou surdo,sera que possuia alguma enfermidade contagiosa, alquem com uma profunda desilusão amorosa,talvez fosse um rejeitado que nunca tenha tido um lar,uma familia ou amigos, nem conhecido pessoas que o amassem.talvez ele fosse um pouco daquilo tudo que nem suspeitamos existir dentro de nos Era bandido,vagabundo,santo e pecador,padre,farsante,politico ou vendedor.e no momento em que ia me levantar para partir, o mendigo finalmente abriu os olhos.não despertou com a imprudencia do susto de alquem que esta sendo roubado.não se assustou como seria natural.havia aprendido a observar e a esperar seu corpo se endureceu um pouco.seus olhos me percorreram lentamente examinado meu calçado,minhas roupas,meus braços.deteve-se em minhas mãos,e logo deve ter percedido que afeitas ao trabalho duro.esse era o sinal que definitivamente nos colocava em mundos diferentes.porfim, lançou-me um olhar direto e penetrante.senti um arrepio,mas me mantive atento diante daqueles olhos que não piscavam.
A tela e sua,-apontei para o cavalete no muro.Ele não respondeu a principio.aquela pergunta poderia ter muitas implicações com os cotovelos no chão, ficou me encarando,tentando formar uma ideia sobre minha pessoa,sobre o que eu representava,se eu era uma ameaça ou não a sua pessoa e ao seu territorio.mas talvez minha pouca idade, meu rosto quase infantil e minha voz adolescente o tenham desarmado.Você gostou- disse por fim, convencendo-se de que eu não era mais do que um simples garoto cuiroso.Obrigado,era o que eu estava precisando ver.Disse isso com um gesto sincero,estendendo a mão.acho que fazia muito tempo que aquele homem não dava a mão para alquem.não estava acostumado a cumprimentos e sentiu-se embaraçado em apertar a minha,e por isso o fez com o cuidado que um urso pardo teria apalpando um delicado favo de mel.Eu e que agradeço a você De que,-perguntei intrigado,sem compreender. do sol.ah,ele havia reparado...seu tom de voz era rouco,mas percebi humor em seus olhos.
achei que você não ia acordar antes de eu ir embora-falei,ajeitando-me no chão ao seu lado.e não pretendia mesmo,quando percebi você em cima de mim.piscou os olhos,soltando uma gargalhada.achei que fosse me roubar ou me bater,e tratei de continuar fingindo que dormia ate que resolvesse levantar e partir.mas você não foi- continuou ele,divertido.não pude deixar de rir tambem.E desde quando você percebeu que eu estava protegendo o seu rosto do sol,perguntei ja imaginando que havia feito papel de idiota.na verdade, desde o momento em que começou a me abanar.....disse ele.mas isso foi ha uma hora,-me espantei trazendo na voz o meu protesto.eu sei.e que estava tão bom...ao inves de sentir indignação por sua atitude,bem la no fundo eu o vi reamente.e neste instante percebi que na verdade tudo estava certo e uma gargalhada explodiu de dentro de mim como ha muito tempo não fazia.Eu percebo as pessoas tão agitadas pela vida,desejo apenas lhes transmitir um pouco de esperança....-falou-comecei a tela pela manhã-completou orgulhoso.e um começo e tanto, algo sobrenatural-sorri e voltei os olhos para a tela.ficamos os dois por um momento em silencio a reverenciar as curvas sinuosas e vivas daqueles traços.eles tinham cor,cheiro e sabor.converssvam com o mais intimo da gente.

o vagabundo iluminado sinval medeiros na cidade de são paulo biografia segunda parte

           Biografia escrita por Marcos tavolieri milito pagliara

Eu tinha toda a probabilidade de evitar esta historia cheia de segredos e misterios que aconteceu em minha vida, mas no dia vinte e nove de julho de mil novecentos e noventa e tres,Eu fui marcado pelo sobrenatural agui neste vale do anhangabau enquanto eu dormia certa noite, ali debaixo daquela arvore que um dia foi um pequeno toco replantado da praça da Se e que aconpanhou minha historia,cresceu e properou, diferente de mim que agui estou. e e por isso que eu me consolo sempre debaixo dela.Ela e minha confidente que me acolhe e me entende.Eu, que umdia a desprezei quando os homem da prefeitura vieram replanta-la aqui e desdenhado ri daquele toco. você vai ver este toco daqui a vinte anos....disse o funcionario que havia enterrado o toco ali,bem ali-e isto que você vê em minha tela.E isto-falou arregalhando o olho fazendo suas pupilas se dilaterem tanto que consegui ver o reflexo da praça sobrenatural dentro deles
.O vale do anhangabau - continuou,-E envolto... e cheio de misterios.em seu subsolo passa o rio anhangabau que em tupi-guarani significa(mau espirito)ou seja rio do mal espirito,refletiram por um instante imperceptivel o animal de quem falava, e anhanga animal assustador recuei.sensitivos afirmam que o vale do anhangabau emite energia muito ruim,-continuou- mas eu agui me sinto em casa. esta e minha casa, agui eu vivo.dai para ca minha vida se transformou em um pesadelo. o mal me castigava e o bem me protegia.mas eu, como sou um guerreiro suportei ate sentir a gloria das artes plasticas em minha vida atraves de um chamado que veio em forma de uma voz misteriosa certa noite me acordou e disse para eu retratar a praça e seus predios. mas como fazer isso se eu nunca tinha tocado em um pincel em minha vida.mas este e um dos misterios da minha vida de la para ca. os dias foram dificeis para mim, perdido nas ruas do centro de sao paulo passando frio fome e solidão,não tendo a quem pedir ajudar,eu que era apenas mais um agui nesta cidade,sem valor e sem futuro, fui tocado pelo sobrenatural que me abriu as portas atraves da pintura e assim percebi que eu tinha uma forma propria de retratar são paulo.Era como se eu estivesse em outro mundo. minha luta continuava, eu não tinha vicio de bebida mas o mal não me deixava .e eu não tinha paz para realizar meu sonho e torna-lo realidade. mas mesmo assim eu sabia que alguma coisa estranha estava para acontecer.
Assim como você se preocupou comigo me protegendo do sol.-exclamou-abrindo os braço em minha direção.-um garoto que se preocupa com as pessoas e uma perola rara hoje em dia. vejo uma perola muito preciosa ai,um pouco suja de graxa de bicicleta, mas ainda sim uma perola- brincou, apontando para as minha roupas.e dizendo isso, levantou-se e, enquanto sacudia a barba e a careca,batia suas roupas muito mais sujas do que a minha.Isso e quase um atrevimento,-falei fingindo indignação.uma perola envolta em trapos- sorriu- um raro,-Dom-encarou-me sua expressão revelava agora a verdadeira fisionomia daquele homem. e completou- você e como a flecha que deixou o arco...fiquei intrigado.
e o que tem ela,
Ela- sorriu, voltando-se para mim enquanto enrolava seu cobertor. Sim A flecha.Ela jamais retorna...disse por fim apois um novo silencio, tomado folego recomeçou.precisamos saber distiguir nossos sonhos de nossas miragens.e seguir os sonhos, não as miragens-falou enquanto apanhava um pequeno peixe de um saco plastico e o colocava em uma panela indo fazer uma pequena foqueira com os gravetos que estavam a sua volta.eu estava hipnotizado. sua figura parecia irradiar uma luz.tudo o que fazia parecia ter intensidade. seus pequenos gesto bastavam em si mesmo.Afirmar a vida e dizer sim,conformar-se com ela e dizer não.-deu uma risada e completou.ai esta, acho que usarei esta frase amanha, em outro muro. Afirmar a vida e dizer sim,conformar-se com ela e dizer não.polvilhou lentamente a frase mexendo os dedos como um chefe de cozinha ao despejar especiarias em uma equaria
O que você quer dizer exatamente com isso,-perguntei admirado.
O sim pode nos trazer problemas,mas o não nos leva ao maal-disse, prolongando o som da ultima palavra.E acrescentou.No final você não vai levar o que economizou da vida,mas o que pode dar ao longo dela.sua simples filosofia de vida possuia uma força irresistivel.a naturalidade com que dizia as coisas...
A verdadeira coragem e fazemos as coisa que acreditamos serem certas, mesmo que as façamos com medo, e que nos custem, pois a vida não se mede pela quantidade de anos que se vive, mas pela quantidade de alegria que se distribui.Ele ia soltando aquelas perolas com a mesma naturalidade com que acendia o fogo.longe de estarem envoltas em trapos, suas palavras eram puras e cristalinas para mim.
Logo pela manha, mal a lua se esconde, la surgem elas saidas de dentro de seus formigueiros...Elas quem,- perguntei de chofre.As pessoas.-continuou-mas diferente das pequenas e determinadas formigas que compreendem seus caminhos,estes microbios bipedes de Deus andam pelos seus caminhos cheios de pavor.
Pavor,mas pavor de que,-perguntei intrigado.
Medo medo de viver,completou-vivem como se tivessem muito a perder, esquecendo-se do quanto receberam da vida.e uma benção estamos aqui respirando este ar calido e propero,suspirou... um ar que se pode quase ate beijar...-fez um bico com os labios e franziu o nariz de maneira engraçada como se quisesse experimentar com sa boca faltante de dentes aquele bocado invisivel de ar a sua frente.-ah-estalou os labios a saborear o vazio.- a vida de um dia,-exclamou como um mestre zen ao finalizar seu haicai.As pessoas sentem medo umas das outras,-concordei.-acham que seu ganho precisa se dar com a perda do outro....
você tem razão, nunca devemos deixar endurecer a argila de que somos feitos.-falou olhando- me profundamente.-todos somos meros relampagos em uma noite de trovoada...meras espumas no oceano flutuante...-emendou sem se preocupar com meu espanto.precisamos olhar diretamente para a essencia das coisas... este e o exercicio do desapego...avida fica mais bonita se fizemos isso.este eo distanciamento que aproxima. E a maneira certa de nos envolvemos. precisamos aprender a relaxar.o relaxamento brota quando estamos permitindo algo. a tensão surge quando perseguimos algo.- eu estava ali, e tudo que dizia tinha ressonancia com o mais intimo do meu centro.precisamos aprender a ver as pessoas e aceita-la atraves de seus talentos e não de nossos desejos como você fez agora a
pouco,percebe.-absorvia cada gota daquela saberdoria que ia sendo levada pela fumaça do fogo de sua pequena foqueira.Se você não pode perder, não pode ganhar. arrematou entre os dentes enquanto mordia o palito de fosforo da foqueira.-você sabe quanto um naufrago pagaria por esta caixinha de fosforo.-perguntou sorrindo, enquanto segurava com dois dedos a pequena caixa a altura dos olhos, como um expert ao examinar um raro brilhante.-não tem preço-disse olhando divertido para mim.pois e ,- continuou-eu me sentia esse naufrago, mas sem nenhuma caixa de fosforos por perto.E como eu te disse,eu sentia que alguma coisa estranha ia me acontecer.mas em dois mil e cinco o pessoal aqui do centro me pagou uma passagem para eu ver minha maê na cidade de currais novos rn,onde narci. la em casa,eu estava deitado em minha rede pensado em voltar guando minha maẽ falou pra mim
(menino,o que vocẽ vai fazer de novo neste lugar) se vocẽ não teve sorte la,então eu respondi a ela. maẽ eu vou volta porque o centro de são paulo tem um misterio que eu posso resolver porque eu ja paquei um preço alto com minha vida la e agora eu vou ate o fim.E foi ai que eu comecei a sentir são paulo e as pessoas de outra forma,Como se elas e suas historia coubessem nas telas que eu comecei a retratar são paulo e seus predios,comecei a sentir amor e gratidão por tudo,E uma energia que me deixava sempre feliz e em paz.paz que eu não tinha antes...deste Chamado
Fiquei ali simplesmente olhando aquele maravilhoso vagabundo
E suas historias sem sentido mas cheia de significado.Veja este peixe.-falou erquendo o bicho pelo rabo,pequei ontem ainda esta bom,embora meio descolorado e ja com um cheiro um pouco forte.se eu não tivesse este peixe para comer não iria amaldiçoar o peixeiro poe isso,muito menos o mar.Quando temos uma oportunidade...Otimo se não a temos...tudo bem.qual e o problema,estamos sempre no lucro.nunca tivemos nada mesmo...e saber por que- sussurrou aproximando-se de mim.poque de fato não precisamos de nada-assentiu com a cabeça como quem revela um oculto segredo,-E assim os dias começaram a passar e eu ja feliz sem nada de mudanças em minha vida,mas sabendo que a qualquer momento o jogo de minha vida iria mudar, E assim foi esta transformaçao de um homem que descobriu um Dom embora eu não entenda como isso se deu de fato pois não me sinto o artista e não gosto de ser chamado de artista, porque o artista vem da alma do ser humano e comigo veio depois de velho, o que me da certeza de que eu na realidade cumpro e uma missão espiritual. mas então- perguntei impaciente- conte logo esta historia, como foi que vocẽ recebeu este chamado, ele me olhou com seus olhos de fogo,sua barba por fazer, E como um corsario se ajeita para fazer sua refeição em alto mar, so ai e que eu percebi o sobrenatural do vagabundo iluminado